- Professora?
- aham.
- e como teus alunos te chamam ai?
- Professora.
- !!!!
- ???
- Aqui te chamariam pelo sobrenome. E de senhorita. Tipo "Frau Holland".
(meus pensamentos, para este comentário e para o restante da conversa:)
"Credo!" "O aluno não pode questionar nada!" "O professor falou, tá falado!" "Que absurdo!" "Falta de liberdade!" "Detenção do saber!" "Absurdo!" "Impraticável!"
(um dia depois da entrega das notas das provas, o que eu diria pra vc, Anderson, se estivesse on-line agora:)
- A proposta de ir pra Alemanha ainda tá de pé?
Com objetivo menos analítico que exercício da prática da escrita para que os dedos não percam a agilidade no teclado e o cérebro não se acostume ao ato da não escrita.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Voltei, e trouxe o Manoel
A maior riqueza do homem é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra o pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta o lápis, que vê a uva etc.etc.
Perdoai.
Mas preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra o pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta o lápis, que vê a uva etc.etc.
Perdoai.
Mas preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.
(Manoel de Barros. O guardador de águas)
domingo, 26 de dezembro de 2010
Siga o mestre!
Pela primeira vez em 7 anos passo um final de ano realmente à toa: nenhum resquício de greve de faculdade, nenhum trabalho atrasado, nenhuma mudança de cidade. Na mala, só roupas leves, chinelos e presentes. Apenas um livro.
O principal motivo desta calmaria foi ter finalmente, depois de tanta leitura, escrita, mudança de idéia, mudança de fundamentação teórica, mudança de humor, conseguido, mesmo que não totalmente satisfeita, terminar e defender a dissertação!
3 ou 4 anos lendo Qorpo-Santo, todos os tipos de antropologia possíveis, carregando o computador pra onde quer que eu fosse... Os seis mezes de uma enfermidade de Qorpo-Santo me resultaram em uma enfermidade de 30 meses. Agora experimento um fim de ano tranqüilo, e espero um ano novo bom, podendo voltar a fazer o que gosto, não o que preciso. Não que não precise fazer o que gosto, mas... enfim, agora que saí da faculdade vou finalmente poder estudar!
No dia da minha defesa, ao me despedir da banca um dos professores me perguntou qual seria o próximo passo. Poderia ter dito que seria aprofundar o tema, abranger a pesquisa, procurar alguma linha de pesquisa para seguir um doutorado, ingressar em um grupo de pesquisa... Mas a única coisa que me veio à cabeça foi “lavar meus tênis”. Obviamente não externei meu pensamento. Só pude responder: “Revisar o texto e corrigir o que for preciso, depois penso no próximo passo; uma coisa de cada vez.”
Agora, a mais de 500 km de Curitiba, com os tênis lavados, os parentes reunidos em um curto período de férias de uma semana, vai ai um convite – para agora ou para quando voltar – Quem quer brincar de siga o mestre!?
Ps: eventuais falta de coerência no texto se devem ao número excessivo de pessoas falando em alemão à minha volta.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
E por falar em saudade...
Uma vez escrevi sobre o “desencadear de amanhãs”, (Relembrem, foi bonito http://esqritofrenia.blogspot.com/2010/01/desencadeando-amanhas.html) o não ter controle sobre o futuro que começa com um “olá”. Agora penso na falta de controle sobre o futuro que começa com um “tchau”.
Está fazendo 19 anos que meus melhores amigos (na época) foram para o Japão; 8 anos que meu primo Anderson foi pra Alemanha; 8 anos também que grandes amigos como Tina e João Gabriel foram para a Espanha; Há 5 anos eu chorava à beira do lago de Toledo porque o Andrei foi para a Irlanda. E hoje faz pouco mais de um mês que minha prima, Denise, foi para Tanzânia.
A vida passa, as coisas melhoram, a visão que temos sobre as coisas mudam, as tecnologias também. A saudade hoje é morta pelos meios de comunicação. Mas a que sinto não é aquela que pode ser assassinada por e-mail, MSN ou skipe (da Dê mesmo, nem deu pra sentir saudade, tenho recebido mais mensagem dela por celular neste último mês do que ela me mandou na vida inteira! rsrs). A saudade mesmo é dos tempos em que ia com minha mãe à casa da Suzan e do Roger pra fazer casas pra gatos; das aventuras de moto com os pés pra cima (pra não encher de barro) e os “rocks rurais” com o Anderson; de pular os muros da escola (pra comer o lanche da outra escola) com a Tina, dos passeios noturnos com o João Gabriel, das invasões do espaço restrito do lago pra falar abobrinha com o Andrei enquanto o resto da cidade se perdia com coisas mais inúteis que as nossas, sem ninguém saber onde estávamos; das viagens sem grana e sem rumo com a Dê...
Será este o 20º ano em que não assistirei o especial do Snoop de natal com Su e Roger; o 9º ano que não fugirei das festas de família com o Anderson, nem zoarei da Tina por conseguir ter mais faltas que eu, nem buscar soluções pra exterminar as idiotices do mundo com o Gabi; o 6º ano que não monto uma peça revolucionária de natal com o Andrei e o 1º ano que não vamos cantar Oh Tanem Baum com a Denise.
O que farei? Mais coisas de que lembrarei com saudosismo no futuro, com certeza. Sair de onde estou, voltar pra quem ficou – não posso esquecer que eu também sou parte da falta de controle sobre o “tchau” de alguém.
Imagens: Acima: todo mundo no aeroporto pra ter certeza de que a Dê foi embora mesmo;
Ao lado: a Dê tentando descobrir se é verdade que tem avião que vai pra África.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A saudade da família até me inspira a fazer um post pra prima
Como deixei passar em branco o aniversário da Déo (que ela insiste comigo que é em julho) e me redimindo de todas as vezes que eu usei esse espaço pra 'desfama-la', ai vai um singelo presentinho... e na data certa!
Pra quem não conhece a Déo, foi a pessoa que dentre outras coisas, me abrigou nos meus últimos tempos de nomadismo, dividia comigo seu brigadeiro e sua internet, comeu pipoca comigo dentro de um tubo de construção na chuva, dormiu enquanto eu falava, falou enquanto eu dormia, viajou comigo de ônibus, carona, carreta, à pé e de bicicleta e me livrou de um acidente de moto, no qual ela perdeu o juízo. Acampamos, nadamos no rio que precisava atravesar ele pra chegar nele, choramos e rimos, mas sempre tomamos muito tereré durante tudo isso..
A Débora é uma das 10 primas que eu mais gosto!
Eu, a Déo e lá em cima, Isabela, a Minimim.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Eu ganhei!
É com muita honra e satisfação que torno público o certificado que recebi
por participação em blog alheio:
Pena que já não tem mais validade...
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