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terça-feira, 19 de julho de 2011

Tetris e o jogo da memória

Trocamos o resta um pelo tetris. "Jogo chato, André!"
Mas este também era bom para jogar só, sem ninguém apressando, esperando a sua vez. E quem cansava ia brincar lá fora. Detetives e pistas, loja de inventos, leite esquentado com barro inventado, maçã podre como prêmio. "Sacanagem, André!"
A Carla não subia em árvores. Tinha medo de borboletas. 
A Clara e a Débora eram muito pequenas. A Denise cantava. Sempre, mas nem sempre versos bem bonitos. A Deise foi a primeira a ir embora. E nem disse adeus. Nem entrou na roda. O Saulo e o Daniel apareciam pouco. Menos que o Anderson. Vinham só para jogar sinuca e dar ideia de trancar a Carla no banheiro (debaixo da casa, no galinheiro abandonado - a nave espacial...). 
Eu era vendida. Ninguém desconfiava que eu brincava de traficar segredos. De fora para dentro de mim.
Hoje até o passa-anel é passado. O mês é o passado e o que vem. Jogos são só lembranças. Mudamos de lugar e de quebra-cabeças. Cansados, todos brincamos lá fora. E tetris é uma metáfora. Resta só o café passar e o leite aquecer. Resta uma peça cair. Resta esperar o que vai acontecer.



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Minha mãe é a melhor!

     Eu ainda era bem criancinha quando minha mãe me deu exemplo que me será útil para o resto da vida.
    Em um dia das mães, meu pai lhe entrega de presente uma linda batedeira. Ao abrir o presente, ela diz: "O presente para a casa está aqui. E onde está o meu?"
    Odeath Metal falando por todas as mães que detestam ganhar xícaras, cortinas, faqueiros, panos de prato, porta-retratos e abajour em um dia tão especial. Te amo mãe!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A saudade da família até me inspira a fazer um post pra prima

Como deixei passar em branco o aniversário da Déo (que ela insiste comigo que é em julho) e me redimindo de todas as vezes que eu usei esse espaço pra 'desfama-la', ai vai um singelo presentinho... e na data certa!
Pra quem não conhece a Déo, foi a pessoa que dentre outras coisas, me abrigou nos meus últimos tempos de nomadismo, dividia comigo seu brigadeiro e sua internet, comeu pipoca comigo dentro de um tubo de construção na chuva, dormiu enquanto eu falava, falou enquanto eu dormia, viajou comigo de ônibus, carona, carreta, à pé e de bicicleta e me livrou de um acidente de moto, no qual ela perdeu o juízo. Acampamos, nadamos no rio que precisava atravesar ele pra chegar nele, choramos e rimos, mas sempre tomamos muito tereré durante tudo isso..
A Débora é uma das 10 primas que eu mais gosto!
Eu, a Déo e lá em cima, Isabela, a Minimim.